18 de Abril de 2026
Test-Drive
Test-drive
Experimente grátis!
Notícias
Newsletter
Notícias
O que são riscos alimentares emergentes?
2011-09-26
Qualfood

A avaliação de um risco emergente caracteriza-se pela detecção atempada de possíveis incidentes. Os factores que ajudam a identificar um risco emergente são os denominados indicadores de risco. Estes proporcionam informação sobre a natureza do perigo, como o agente que o causa (vírus, bactéria fungo ou substância química) e a sua fonte.

Os indicadores estão associados a problemas que podem afectar a saúde humana e animal, o bem-estar animal e a saúde vegetal. Um exemplo de indicador de risco emergente é a detecção de resíduos de agente tóxico ou radioactivo em culturas agrícolas próximas de indústrias que os libertam. Não se inclui na categoria de riscos emergentes a ingestão involuntária ou acidental de alimentos que não cumprem com os requisitos de segurança.

As rápidas alterações registadas no âmbito da produção de alimentos, obrigam a novas medidas de controlo para fazer frente a novos riscos microbiológicos e químicos. Alguns dos riscos emergentes e os seus indicadores mais significativos são:

- Surtos associados a ameaças invulgares, como é o caso do serótipo 8 do vírus da língua azul e a resistência antimicrobiana da Salmonella e da Campylobacter spp.;

- Incidentes que podem acarretar consequências graves, como derrame de contaminantes tóxicos em água utilizada para rega de explorações agrícolas;

- Condições agronómicas e climáticas capazes de promover a proliferação de fungos produtores de toxinas como a aflatoxina, ocratoxina ou patulina;

- Efeitos adversos inesperados de contaminantes no meio ambiente, como resíduos de pesticidas.

Microrganismos clássicos e emergentes

Entre as doenças transmitidas por alimentos encontram-se as provocadas por microrganismos clássicos e emergentes. A descrição dos clássicos conta com um historial de risco e de controlo específico, enquanto alguns dos emergentes não são normalmente associados aos alimentos nem à aplicação de novas tecnologias ou novas formas de processamento comercial.

Os efeitos destes riscos no organismo humano e no ambiente não estão, todavia, devidamente avaliados e devem ser solucionadas questões como o risco real de exposição, qual a sua origem e como se pode reduzir a sua presença.

Uma das características dos patogénicos emergentes é a sua difusão rápida e fácil. Estas novas ameaças desenvolvem-se por diferentes motivos, como o comércio internacional, a adaptação microbiana e as alterações do sistema de produção de alimentos, assim como a procura de novos alimentos. No entanto, algumas das doenças transmitidas por alimentos são antigas, mas são consideradas emergentes pois apresentaram uma crescente difusão. Os surtos de salmonelose, conhecidos durante décadas, podem ser considerados emergentes, uma vez que nos últimos anos a sua incidência tem aumentado de forma exponencial. O mesmo ocorre com os últimos surtos associados à presença de E. coli em vegetais.

Princípios chave

Os riscos alimentares emergentes obrigam a um estado de alerta constante para fazer frente e actuar no caso de crises inesperadas. Um dos objectivos é contar com sistemas fiáveis para detectar o risco antecipadamente e desenvolver estratégias de controlo. Uma das principais complexidades deste tipo de riscos é o facto de exigirem a compilação e avaliação de grandes quantidades de informação de fontes distintas. Como habitualmente estes dados são limitados, a identificação dos riscos emergentes requer uma estrutura complexa, organização e experiência multidisciplinar.

Fonte: Consuma Seguridad

» Enviar a amigo

Qualfood - Base de dados de Qualidade e Segurança Alimentar
Copyright © 2003-2026 IDQ - Inovação, Desenvolvimento e Qualidade, Lda.
e-mail: qualfood@idq.pt