Nem todas as gorduras trans surgem de igual forma e está na hora da rotulagem reflectir esta realidade, defendem os especialistas em nutrição da University of Alberta.
De acordo com uma revisão científica conduzida por Spencer Proctor, as gorduras trans naturais, produzidas por animais ruminantes, e, por conseguinte, presentes na carne bovina e no leite não são prejudiciais para a saúde humana. Na verdade, estas gorduras até apresentam benefícios significativos para a saúde e também é apontada uma possível relação com a redução do risco de doenças cardiovasculares e do cancro.
As gorduras trans que ocorrem naturalmente, segundo descreve a revisão, apresentam um perfil de ácidos gordos distinto do das gorduras trans produzidas pela indústria, o que contribui para os diferentes efeitos que produzem. As gorduras trans produzidas industrialmente são componentes de óleos vegetais parcialmente hidrogenados que têm sido muito associados a doenças cardiovasculares e ao colesterol.
Os consumidores são regularmente bombardeados com informações sobre o que devem e não devem comer. Muitas vezes as gorduras são os principais alvos e as gorduras trans, em particular, têm uma péssima reputação.
“Mudar a forma como a informação sobre as gorduras trans é apresentada nos rótulos seria um grande avanço”, refere Proctor, acrescentando que, “neste momento, no Canadá e nos Estados Unidos, uma porção substancial do conteúdo de gorduras trans naturais é incluída no cálculo da proporção de gorduras trans a identificar nos rótulos, o que induz os consumidores em erro”.
Spencer acrescenta que em alguns países europeus, as gorduras trans naturais não são incluídas no cálculo. Outra possibilidade seria a indicação dos dois tipos de gorduras trans em separado.
Fonte: Science Daily