Os casos de salmonela em humanos diminuíram para metade na União Europeia (UE) nos últimos cinco anos, mas aumentaram nos EUA durante o mesmo período, revelou esta terça-feira a directora da Autoridade de Segurança dos Alimentos Europeia (AESA), Catherine Geslain-Lanéelle.
As diferenças entre os dois lados do Atlântico são resultado do método empregue para a detecção da doença. Na UE o controlo é feito em toda a cadeia alimentar, «da quinta até ao prato», e nos EUA só se trabalha «no final da escala», explicou a responsável da agência.
Num encontro com jornalistas, Geslain-Lanéelle informou que todas as zoonoses (doenças transmitidas por animais) estão a desaparecer na Europa, excepto o bacilo que causa a campilobacteriose, cujos casos aumentam todos os anos.
Na UE, cerca de 190 mil pessoas são infectadas por esta doença todos os anos, transmitida principalmente por alimentos contaminados, carne de aves crua, produtos agrícolas frescos, leite e seus derivados não pasteurizados. A salmonela afecta 100 mil pessoas no mesmo período no continente.
A directora da Autoridade Alimentar participa nestes dias de um seminário no Parlamento Europeu onde fala sobre zoonoses, uma das principais ameaças para a saúde pública, juntamente com a contaminação química por agrotóxicos, explicou Geslain-Lanéelle.
A directora da agência deve participar em Bruxelas de um workshop sobre a independência nos processos científicos que reunirá mais de 150 especialistas. O objectivo é ouvir a opinião dos interessados, e rever algumas políticas da agência.
Fonte: Diário Digital