Vários estudos já comprovaram que elevados níveis de vitamina D no organismo de adultos contribuem para melhorar as suas funções cognitivas. Essa relação, porém, não é encontrada em crianças, como mostra uma pesquisa publicada no Journal of Epidemiology e Community Health.
Os autores, da Universidade de Bristol (EUA), queriam descobrir qual o impacto que a vitamina D poderia ter em crianças. O estudo incluiu cerca de três mil crianças cujos níveis de vitamina D foram medidos quando elas tinham em média nove anos de idade. Ao completarem 13 ou 14 anos, passaram por avaliações académicas de inglês, matemática e ciência e, aos 16 anos, passaram por uma nova avaliação.
Depois de analisar os resultados, os investigadores descobriram que níveis mais altos de vitamina D3 - obtida pela luz solar - não estavam associados a qualquer melhoria ou pioria no desenvolvimento académico. Já os níveis mais elevados de vitamina D2 - obtida através da alimentação - foram associados a um pior desempenho em inglês entre crianças de 13 a 14 anos.
Segundo os especialistas, as descobertas sugerem que talvez a vitamina D cause mais impacto sobre um cérebro em envelhecimento, ou que os benefícios dos nutrientes sejam acumulados ao longo da vida. Eles afirmam ainda que proteger as crianças da exposição UVB - hábito que tem sido associado aos baixos níveis de vitamina D - diminui os riscos de cancro de pele e, provavelmente, não causa qualquer efeito prejudicial no desempenho académico das crianças em longo prazo.
Fonte: DD