Decisão tem sido adiada por pressão de Portugal, mas a Comissão Europeia quer encerrar o assunto, sob o argumento de que que os fosfatos não representam perigo para a saúde.
A utilização de fosfatos na secagem do bacalhau começou esta quarta-feira a ser discutida em Bruxelas, mas a votação foi adiada.
O assunto faz parte da agenda da reunião da secção de segurança toxicológica do Comité Permanente da Cadeia Alimentar e Saúde Animal, que reúne peritos dos 27 países da União Europeia ao longo de vários dias.
A Comissão Europeia está empenhada em encerrar o processo e a última proposta colocada em cima da mesa vai ao encontro de algumas das pretensões nacionais, nomeadamente, em relação à rotulagem, para garantir que o consumidor saiba o que está a comprar, e ao estabelecimento de um período de transição mais longo para a aplicação das novas regras.
A autorização para a adição de polifosfatos foi solicitada pela Dinamarca, pela Noruega e pela Islândia, merecendo forte contestação da Associação dos Industriais de Bacalhau, que considera poder estar em causa um produto tradicional e a saúde dos consumidores.
A utilização de fosfatos na produção de bacalhau de salga húmida permite a adição difosfatos (E 450), trifosfatos (E 451) e polifosfatos (E 452) e foi solicitada pelos países produtores para preservar a cor branca do peixe.
Bruxelas considera que os fosfatos não representam qualquer perigo para a saúde humana e defende que, sendo Portugal o maior consumidor mundial de bacalhau seco, as regras do mercado podem vir a funcionar e favorecer as pretensões portuguesas, pois facilmente os importadores do fiel amigo conseguirão obrigar os países produtores a apresentar um bacalhau seco sem o recurso a quaisquer aditivos.
Fonte: Renascença