Esta sexta-feira, durante todo o dia, os trabalhadores da Adega Cooperativa de Alcanhões estão a riscar a palavra “Santarém” em cerca de 2.000 caixas de vinhos, para poderem seguir numa encomenda para o Luxemburgo.
Esta sexta-feira, durante todo o dia, os trabalhadores da Adega Cooperativa de Alcanhões estão a riscar a palavra “Santarém” em cerca de 2.000 caixas de vinhos, para poderem seguir numa encomenda para o Luxemburgo. A imposição foi feita pela ASAE após uma visita dos fiscais esta quinta-feira, que chegaram a selar as caixas com cerca de 10 mil litros de vinhos que já estavam acondicionadas em paletes para seguirem numa encomenda para o Luxemburgo.
O insólito tem a ver com o facto das caixas de vinho de mesa terem inscrita a morada da Adega Cooperativa de Alcanhões, com a indicação do código postal “2000-371 Alcanhões, Santarém, Portugal”.
Na interpretação dos fiscais da ASAE a palavra “Santarém” só pode ser escrita nos vinhos certificados (regionais e DOC) da Adega e não nos vinhos de mesa, por a palavra Santarém corresponder a uma sub-região.
Por isso, os fiscais deram ordem para selar todas as caixas de vinhos com a palavra Santarém, que estavam prontas para exportação para o Luxemburgo e também para a Madeira.
Os fiscais da ASAE que estavam na Adega receberam ordens para desselar as paletes de vinhos, mediante o compromisso dos funcionários da Adega de que iriam tapar a palavra proibida. O que está a ser feito durante todo o dia desta sexta-feira, mobilizando todos os funcionários da Adega, com os transtornos que isso causa num momento em que ainda decorrem as vindimas.
Sublinha-se o facto de que os fiscais da ASAE não detetaram quaisquer anomalias sanitárias ou outras nos vinhos, apenas esta questão da palavra Santarém na morada escrita nas caixas”.
Fonte: O Ribatejo