22 de Fevereiro de 2025
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Petição quer acabar com o aspartame
2025-02-05

Uma petição europeia foi lançada, nesta terça-feira, para pedir que o adoçante aspartame seja proibido nos alimentos, depois de, em 2023, ter entrado na lista de produtos "possivelmente cancerígenos", da Organização Mundial da Saúde.

"Trata-se de um risco inaceitável para a saúde", de acordo com a Foodwatch, a Liga contra o Cancro e a aplicação sobre alimentação Yuka, que apelam à sua proibição. Em comunicado, as três organizações lembram que o aspartame continua a ser utilizado como substituto do açúcar em mais de 2500 produtos com baixo teor de gordura ou sem açúcar na Europa, nomeadamente em refrigerantes -, bebidas energéticas e pastilhas elásticas, bem como noutros alimentos "light", como alguns produtos lácteos e pastilhas elásticas.

O adoçante aspartame pode ser cancerígeno para os humanos, mas os dados científicos conhecidos não levaram a Organização Mundial da Saíde a alterar os valores diários de consumo aceitáveis. Segundo a Agência Internacional para Pesquisa do Cancro (IARC, na sigla em inglês) e do comité misto de peritos da Organização Mundial da Saúde e da Organização da Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (JECFA), os dados avaliados não apontam para a necessidade de alterar a dose diária admissível previamente estabelecida de até 40 miligramas por cada quilo de peso do consumidor.

Tendo como exemplo um refrigerante dietético contendo 200 ou 300 miligramas de aspartame, um adulto com 70 quilos precisaria de consumir entre nove e 14 latas por dia para exceder a ingestão diária aceitável deste adoçante artificial, adiantaram as duas entidades. O aspartame é amplamente utilizado em vários produtos em substituição do açúcar desde a década de 1980, como bebidas dietéticas, pastilhas elásticas, gelatinas, gelados, iogurtes, cereais, pastas de dentes, mas também medicamentos como gotas para a tosse e vitaminas mastigáveis.

"As avaliações do aspartame indicaram que, embora a segurança não seja uma grande preocupação nas doses que são comummente usadas, foram descritos efeitos potenciais que precisam ser investigados por mais e melhores estudos", salientou, em 2023, Francesco Branca, diretor do Departamento de Nutrição e Segurança Alimentar da OMS, na apresentação dos resultados.

Sublinhando as "provas limitadas" sobre a carcinogenicidade [propriedade causadora de cancro de uma substância], o IARC classificou o aspartame como possivelmente cancerígeno para o ser humano, integrando-o no grupo 2B, o terceiro mais alto de quatro níveis e geralmente atribuído quando existem provas limitadas e não convincentes de cancro em humanos ou provas convincentes de cancro em animais experimentais.

Os dois organismos realizaram análises independentes, mas complementares, para avaliar os potenciais perigos cancerígenos e outros riscos para a saúde associados ao consumo de aspartame, através da revisão da literatura científica disponível.

Fonte: JN

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