Comércio e indústria alimentar foram responsáveis por 25,4% do investimento publicitário realizado em Portugal nos primeiros seis meses de 2026. Os dois setores mantêm assim um peso significativo no mercado publicitário, segundo dados da MediaMonitor. Indústria alimentar é o segundo setor que mais investe em publicidade.
O comércio foi o setor que mais investiu em publicidade em Portugal entre janeiro e junho de 2026, representando 15,4% do investimento a preços de tabela, ou seja, sem os descontos negociados com os meios. Seguiu-se a indústria da alimentação, com um peso de 10%.
Em conjunto, os dois setores foram responsáveis por 25,4% do investimento publicitário realizado no primeiro semestre, segundo os dados da MediaMonitor, da Marktest.
Mas o peso da publicidade está concentrado num conjunto mais alargado de setores, sendo que ao comércio e à indústria da alimentação se juntam o automóvel, a indústria farmacêutica e a higiene pessoal. No conjunto, os cinco setores representam 51% do montante investido em publicidade entre janeiro e junho.
O comércio manteve a liderança ao longo de todo o semestre, tendo o seu maior share of voice sido registado em maio, quando representou 16,9% do investimento publicitário. Já a indústria da alimentação atingiu o seu valor máximo em março, com um peso de 12,5%.
O setor automóvel, por seu turno, registou a maior quota em fevereiro, com 11,8%, enquanto na indústria farmacêutica, o melhor resultado ocorreu em janeiro, mês em que o setor representou 12,1% do investimento. Já a higiene pessoal atingiu o seu máximo em maio, com 7,7%.
Os dados mostram, assim, uma forte concentração do investimento publicitário em cinco áreas de atividade: comércio, alimentação, automóvel, indústria farmacêutica e higiene pessoal. Só os dois setores que lideram o ranking – comércio e alimentação – representam já mais de um quarto do investimento realizado no primeiro semestre.
A análise foi realizada pela MediaMonitor através da ferramenta Yumianalytics/Admonitor Web, considerando o período entre 1 de janeiro e 30 de junho de 2026 e os investimentos a preços de tabela nos meios televisão, rádio, imprensa, outdoor, internet e cinema.
Fonte: sapo.pt