Num contexto em que os consumidores procuram opções alimentares mais económicas, nutritivas e sustentáveis, o feijão seco merece regressar às despensas dos portugueses.
Durante anos, as versões enlatadas ganharam espaço pela conveniência, mas cada vez mais especialistas e entusiastas da gastronomia defendem o regresso ao feijão para cozer em casa, valorizando o sabor, a textura e a relação qualidade-preço.
Além de ser uma excelente fonte de proteína vegetal, fibra, vitaminas e minerais, o feijão desempenha um papel fundamental na dieta mediterrânica, considerada uma das mais saudáveis do mundo.
O consumo regular de leguminosas, como o feijão, o grão-de-bico e as lentilhas, continua a ser recomendado por nutricionistas devido aos seus benefícios para a saúde cardiovascular, controlo do peso e saúde digestiva.
Apesar da crescente procura por soluções rápidas, a preparação do feijão seco já não é tão complexa como muitos pensam.
Com algum planeamento, demolhando os grãos previamente e recorrendo à panela de pressão, é possível obter refeições saborosas, económicas e com menor impacto ambiental.
O tema tem ganho destaque recentemente no podcast “O Homem Que Comia Tudo”, do Expresso, onde o jornalista e crítico gastronómico Ricardo Dias Felner faz um verdadeiro elogio ao feijão seco, defendendo que Portugal deve voltar a valorizar este alimento tradicional.
No episódio são partilhadas dicas práticas para a cozedura perfeita e diversas sugestões culinárias, desde sopas a saladas, tacos e pratos tradicionais portugueses.
Num momento em que se fala cada vez mais de sustentabilidade alimentar e valorização da produção local, recuperar o hábito de comprar feijão seco aos produtores e cozinhá-lo em casa pode ser um pequeno gesto com grande impacto na saúde, na carteira e no ambiente.
Fonte: Qualfood