19 de Junho de 2026
Test-Drive
Test-drive
Experimente grátis!
Notícias
Newsletter
Notícias
Plantas que brilham e mudam de cor ao ser infetadas por vírus: novo sistema deteta doenças antes dos sintomas
2026-06-19
Qualfood

Uma equipa de investigadores criou um sistema bioluminescente que faz com que as plantas brilhem e mudem de cor quando infetadas por um vírus, o que pode ajudar no combate a pragas e doenças nas culturas.

O trabalho foi desenvolvido por uma equipa do Instituto de Biologia Molecular e Celular de Plantas (IBMCP), um centro conjunto do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) e da Universidade Politécnica de Valência (UPV), noticiou na quarta-feira a agência Efe.

Este detetor biológico e luminoso de infeções, publicado na revista Nature Communications, é um método para monitorizar e controlar pragas e doenças nas plantações utilizando plantas que produzem luz e empregam um mecanismo de emissão de luz inspirado em fungos, segundo a UPV.

Os investigadores desenvolveram um sistema em que a planta emite um tipo de luz quando está saudável e outro quando está infetada por um vírus, algo que pode ser detetado com câmaras convencionais antes do aparecimento dos sintomas da doença.

O trabalho baseia-se no sistema de bioluminescência dos fungos, em que quatro enzimas transformam um composto natural da planta (ácido cafeico) numa molécula que, quando oxidada, emite uma luz verde constante.

“Utilizando o mesmo mecanismo que faz com que certos fungos brilhem, programámos geneticamente plantas de tabaco para emitirem uma luz amarela contínua, como uma ‘luz piloto’ indicando que tudo está a funcionar corretamente. Quando um vírus as infeta, essa luz muda para verde. Um sistema automatizado de câmaras consegue detetar a infeção antes que surjam quaisquer sintomas visíveis”, explicou Diego Orzáez, investigador do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) do IBMCP e um dos principais autores do estudo.

A equipa demonstrou a eficácia do sistema em plantas transgénicas de Nicotiana benthamiana, uma parente do tabaco utilizada como planta modelo na investigação.

A aplicação mais direta deste sistema é a vigilância precoce de doenças virais em estufas e culturas agrícolas em ambientes controlados, onde a simples plantação de algumas plantas sentinela entre culturas seria suficiente para detetar os surtos antes que se propaguem.

A longo prazo, o sistema pode ser adaptado a outros vírus e até a bactérias ou fungos que possuam enzimas semelhantes.

Apresenta também potencial no contexto das alterações climáticas, onde o surgimento de novos agentes patogénicos invasores torna a deteção precoce cada vez mais urgente.

O Centro Margarita Salas de Investigação Biológica (CIB-CSIC), a Unidade Central de Investigação em Medicina da Universidade de Valência e o Laboratório de Ciências Médicas do MRC em Londres colaboram neste trabalho.

Fonte: Observador

» Enviar a amigo

Qualfood - Base de dados de Qualidade e Segurança Alimentar
Copyright © 2003-2026 IDQ - Inovação, Desenvolvimento e Qualidade, Lda.
e-mail: qualfood@idq.pt