Os incêndios marcaram o ano de 2017 e afetaram 86% da área total da Mata Nacional de Leiria, uma propriedade rústica do domínio privado do Estado, com a área de 11.021,44 hectares, situada no concelho da Marinha Grande, administrada pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). Para além de reduzirem a cinzas o pinhal existente, os incêndios causaram impactes incalculáveis, potenciaram a disseminação de espécies de plantas invasoras já estabelecidas, como a acácia-de-espigas (Acacia longifolia) e o chorão-dapraia (Carpobrotus edulis), as quais, beneficiando da ação do fogo, têm vindo a colonizar novas áreas. Nos anos seguintes ao grande incêndio de 2017, a Mata Nacional tem vindo a beneficiar de um vasto conjunto de investimentos com vista à recuperação do coberto arbóreo, através de fundos públicos e apoios de cidadãos, empresas e fundações. Em 2018, a ZERO aceitou o desafio do ICNF, celebrando-se um protocolo para o efeito, de plantar espécies autóctones.
Em 2023, a ZERO iniciou um novo projeto que foge à lógica de uma “tradicional” reflorestação plantação de árvores, incidindo no restauro de dois habitats naturais de conservação prioritária, ao abrigo da Diretiva Europeia Habitats: o zimbral dunar e os nano-bosques de samoucos e medronheiros. Este projeto concretiza-se nos talhões 144 e 160 da Mata Nacional de Leiria, numa área com cerca de 80 hectares.
Leia o relatório do projeto aqui.
Fonte: ZERO