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Optimização do controlo de temperaturas no transporte de alimentos
2009-10-01
Qualfood

Um sistema que permite optimizar a supervisão e o controlo de transportes frigoríficos, de forma a assegurar a rastreabilidade dos produtos alimentares até estes chegarem aos consumidores, foi desenvolvido por investigadores da Universidade Politécnica de Madrid e da Universidade de Bremen.

Quando falamos de alimentos frescos e congelados é imprescindível uma refrigeração adequada em todas as etapas da cadeia agro-alimentar.

Este sistema de conservação é conhecido como cadeia de frio e engloba o armazenamento, o transporte e a distribuição do produtor até ao consumidor final.

Neste contexto, investigadores do Laboratório de Propriedades Físicas e Tecnologias Avançadas em Agro-alimentação (LPFTAG), da Universidade Politécnica de Madrid, que trabalham no desenvolvimento de sensores para medir e controlar a qualidade de produtos hortifrutícolas, desenharam um sistema para a supervisão e controlo de transportes frigoríficos através do desenvolvimento de um sistema automatizado de monitorização.

O novo sistema permite a detecção de anomalias como, por exemplo, a ruptura da cadeia de frio produzida por alterações nas temperaturas. Desta forma, pode assegurar-se a rastreabilidade dos produtos, garantindo assim a confiança dos consumidores.

Os produtos alimentares perecíveis como frutas, vegetais, carne, pescado, congelados, entre outros, devem ser mantidos a baixas temperaturas para garantir que chegam aos consumidores com a maior qualidade possível.

Os recentes avanços em diversas tecnologias emergentes permitem novas aplicações no âmbito da conservação a frio. Dentro destas novas tecnologias destacam-se os sistemas de identificação por rádio frequência (RFID), desenvolvidos para permitir a identificação automática através de sinais de rádio, recuperando e armazenando dados remotamente através de dispositivos chamados de tags RFID.

Actualmente, dispomos de novos dispositivos RFID, do tamanho de um cartão de crédito, que integram um sensor de temperatura e uma memória, tornando possível o registo de temperaturas ao longo de toda a cadeia de frio sem necessidade de cabos ou de outras instalações adicionais.

O sistema passo a passo

O primeiro passo do estudo consistiu em seleccionar, de entre três sistemas RFID, o que apresentava um melhor desempenho.

Em seguida foram distribuídos 48 sensores numa palete, para avaliar a distribuição de temperaturas, simulando as condições normais da cadeia de frio.

Finalmente, foram monitorizados 15 camiões frigoríficos compartimentados, a diferentes temperaturas, incluindo transportes de produtos ultracongelados.

A partir dos dados obtidos foi possível detectar as diferenças de temperatura em função da distância do equipamento de frio, quantificar os desvios de temperatura e estimar o número mínimo de sensores que são necessários para uma monitorização fiável em camiões refrigerados, reduzindo em 30% o número inicial de sensores.

A utilização de um modelo que tem em conta as variações de temperatura durante o transporte e distribuição, permitiu estimar a vida útil dos produtos em diferentes condições de cadeia de frio, conseguindo-se aumentar o tempo de vida útil até 20%.

Desta forma pode optimizar-se a distribuição de alimentos, garantindo a identificação dos pontos críticos e fornecendo informações válidas para as empresas responsáveis pela cadeia de frio.

Fonte: UPM

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