18 de Maio de 2026
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Mirtilos rejeitados vão ser transformados em extrato bioativo e snack sem glúten
2026-05-18
Qualfood

Os mirtilos que não cumprem os requisitos para comercialização em fresco vão ser aproveitados para o desenvolvimento de novos produtos alimentares no âmbito do projeto InovBlueValue. A iniciativa, liderada pela Green Factor e iniciada em janeiro de 2026, pretende valorizar os chamados mirtilos de refugo através da criação de um extrato bioativo e de um snack sem glúten, promovendo soluções sustentáveis e com potencial de aplicação industrial.

A Green Factor, em parceria com o Instituto Politécnico de Bragança, o More CoLAB e a Tecpan, arrancou em janeiro de 2026 com o projeto InovBlueValue - Estratégia de Valorização Sustentável da Cadeia de Valor do Mirtilo. Cofinanciada pelo programa Norte 2030, a iniciativa pretende encontrar novas aplicações para os mirtilos de refugo, frutos que não chegam ao mercado em fresco por não reunirem condições ao nível do calibre ou do estado de maturação.

Atualmente, estes mirtilos são encaminhados sobretudo para a indústria de transformação ou para alimentação animal, representando perdas económicas para os produtores. O projeto pretende inverter esse cenário através da criação de produtos de valor acrescentado com viabilidade industrial.

Entre as soluções previstas está o desenvolvimento de um extrato multifuncional rico em compostos bioativos, com propriedades antioxidantes e corantes, destinado, entre outras aplicações, à pastelaria industrial. A segunda aposta passa pela criação de um snack sem glúten enriquecido com pó de mirtilo e com o próprio extrato desenvolvido no âmbito do projeto.

Para concretizar estes objetivos, a equipa vai analisar diferentes categorias de mirtilos de refugo, otimizar os processos de extração e estabilização do extrato e estudar a produção do snack através de tecnologia de extrusão. O trabalho inclui ainda a avaliação das características dos produtos ao longo do tempo de prateleira e a validação do extrato em produtos de pastelaria numa escala de produção considerada industrialmente relevante.

Citado em comunicado, Tadeu Alves, administrador da Green Factor, afirma que o projeto pretende encarar os mirtilos de refugo “não como uma perda, mas sim como uma matéria-prima com potencial para gerar inovação e novos produtos”. Segundo o responsável, a iniciativa procura acrescentar valor a um recurso atualmente destinado à alimentação animal, contribuindo para a sustentabilidade da cadeia de valor do mirtilo.

O consórcio reúne entidades com competências nas áreas da investigação, desenvolvimento tecnológico e aplicação industrial. Para além da vertente de desenvolvimento de produto, o InovBlueValue prevê ações de demonstração e disseminação de resultados com o objetivo de reforçar a ligação entre o sistema científico e as empresas e promover a transferência de conhecimento para a indústria.

A conclusão do projeto está prevista para dezembro de 2028.

Fonte: iAlimentar

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