06 de Maio de 2026
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Cientistas desenvolvem tecnologia que transforma plástico em combustível limpo com luz solar
2026-05-05
Qualfood

Uma equipa de investigadores da Universidade de Adelaide está a explorar uma solução inovadora que pode ajudar a combater simultaneamente a poluição por plásticos e a necessidade global de energia limpa: converter resíduos plásticos em combustível utilizando luz solar.

O estudo, publicado na revista Chem Catalysis, demonstra como tecnologias alimentadas por energia solar podem transformar plásticos descartados em hidrogénio, gás de síntese e outros compostos químicos úteis para a indústria.

Atualmente, são produzidas mais de 460 milhões de toneladas de plástico por ano em todo o mundo, sendo que uma parte significativa acaba no ambiente. Ao mesmo tempo, cresce a urgência de reduzir a dependência de combustíveis fósseis, impulsionando a procura por alternativas mais limpas.

Segundo os investigadores, o plástico — rico em carbono e hidrogénio — pode ser encarado não apenas como lixo, mas como um recurso valioso. O processo utilizado, conhecido recorre a materiais chamados fotocatalisadores, que são ativados pela luz para decompor o plástico a temperaturas relativamente baixas.

Este método permite produzir hidrogénio, considerado um combustível limpo por não emitir poluentes no ponto de utilização, além de outros produtos químicos com valor industrial. Em comparação com métodos tradicionais de produção de hidrogénio, como a divisão da água, esta abordagem pode ser mais eficiente do ponto de vista energético.

Ensaios recentes já demonstraram resultados promissores, incluindo elevadas taxas de produção de hidrogénio e a geração de compostos como ácido acético e hidrocarbonetos semelhantes ao gasóleo. Em alguns casos, os sistemas funcionaram continuamente durante mais de 100 horas, evidenciando melhorias na estabilidade.

Apesar do potencial, os investigadores alertam para desafios importantes. A diversidade dos plásticos — que variam em composição e contêm aditivos como corantes e estabilizadores — dificulta o processo de conversão, tornando necessária uma triagem e preparação eficaz dos resíduos.

Outro obstáculo prende-se com o desenvolvimento de fotocatalisadores mais resistentes e eficientes, capazes de operar de forma consistente em condições exigentes. Além disso, a separação dos produtos resultantes, frequentemente uma mistura de gases e líquidos, ainda exige processos intensivos em energia.

A equipa defende uma abordagem integrada, combinando avanços em engenharia química, design de reatores e otimização dos sistemas. Entre as soluções em estudo estão reatores de fluxo contínuo e sistemas híbridos que combinam energia solar com outras fontes.

Os autores acreditam que, com mais investigação e inovação, esta tecnologia poderá desempenhar um papel relevante na transição para uma economia circular e de baixo carbono, transformando um dos maiores problemas ambientais da atualidade numa oportunidade energética sustentável.

Fonte: GreenSavers

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