13 de Abril de 2026
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Estudo ibérico encontra resposta promissora para doença da tinta, a praga dos castanheiros em território nacional
2026-04-13
Qualfood

A solução para combater a doença da tinta pode estar no ADN dos castanheiros, conclui um estudo recentemente publicado e cuja primeira autora é Susana Serrazina, investigadora da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Ciências ULisboa) e do Instituto de Biossistemas e Ciências Integrativas (BioISI) que, entre outras alternativas, antevê a criação de uma espécie de vacina para enfrentar esta praga que afeta os castanheiros em Portugal.

Primeiro, o contexto: a doença da tinta é uma infeção grave provocada por agentes patogénicos, semelhantes a fungos, que se disseminam pelo solo e infetam as árvores através das raízes – quando a doença se faz notar (através do tronco e das folhas), já não há possível salvação para a árvore. Trata-se de uma doença que tem tido um forte impacto na sociedade, sobretudo entre as comunidades que dependem deste cultivo. Afinal, ao longo de cerca de 20 anos, a doença da tinta destruiu um milhão de castanheiros em Portugal.

Mas a doença não afeta todos os castanheiros de igual forma. Por isso os investigadores se debruçaram sobre o castanheiro europeu e castanheiro japonês – o primeiro é normalmente reconhecido pelo valor do fruto, o segundo pela sua perseverança, nomeadamente na resistência à doença da tinta.

Foi através desta análise comparativa que a equipa científica chegou a uma conclusão promissora, que a resposta está a nível genómico, no ADN: “Em laboratório, infetámos plantas das espécies europeia e japonesa e vimos quais os genes que cada uma dessas plantas ativava para resistir à infeção. Verificámos que há um conjunto de genes que são ativados pelo castanheiro japonês e que não são ativados, ou então são ativados muito tarde, pelo castanheiro europeu”, descreve Susana Serrazina. Destacar os genes é o primeiro passo para fazer frente ao micro-organismo subterrâneo que está na origem da doença, conhecido como Fitóftora (Phytophthora cinnamomi).

Apesar dos vários estudos e investigações de que tem sido alvo a nível nacional e internacional, até à data, não se conhecem produtos químicos eficazes para o tratamento da doença da tinta. Este novo estudo permite abordar a problemática em três frentes distintas: primeiro, o uso da proteína codificada pelo gene do castanheiro japonês como uma forma de pré-ativação da defesa (uma espécie de vacina); em segundo lugar, o uso do gene como marcador molecular (na identificação das árvores mais propensas a sofrer da doença); e em último lugar no trabalho de edição génica para a criação de novas variedades de castanheiro que já nascem com uma defesa para esta praga.

Fonte: Green Savers

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