O mercado português de bens de grande consumo aumentou 4,6% em valor na quadrissemana compreendida entre 18 de maio e 15 de junho de 2026, recuperando face aos crescimentos de 2,6% e 2,5% registados nos dois períodos anteriores.
Apesar da aceleração, a evolução permanece abaixo dos 6,8% alcançados na quadrissemana homóloga de 2025, de acordo com os dados do “Scantrends”, da NielsenIQ.
A marca própria continuou a ser o principal motor do mercado, com as vendas a aumentarem 5,7%. As marcas de fabricante cresceram 3,6%, uma recuperação expressiva depois de terem avançado apenas 0,7% e 0,5% nas duas quadrissemanas anteriores.
No acumulado até à semana 24, o mercado analisado pela NielsenIQ movimentou 5.641 milhões de euros, mais 4,5% do que no mesmo período de 2025.
Os supermercados de maior dimensão apresentaram o crescimento mais elevado entre os canais analisados, com uma progressão homóloga de 7,6%. Este formato concentrou 57,9% das vendas de bens de grande consumo no período.
Os supermercados de menor dimensão avançaram 3,5% e mantiveram uma quota de 10,8%, enquanto os hipermercados regressaram ao crescimento, com uma subida de 2,6%, depois da quebra de 1,1% registada na quadrissemana anterior.
O canal de livre serviço permaneceu em terreno negativo, com as vendas a recuarem 5,7%. O seu peso no mercado total estabilizou nos 10%.
No acumulado do ano, os grandes supermercados crescem 7,4%, acima dos 2,9% dos supermercados pequenos e dos 2,2% dos hipermercados. O livre serviço apresenta uma quebra acumulada de 4,1%.
As bebidas foram a área com a evolução mais dinâmica na quadrissemana, ao crescerem 6,3%.
As marcas próprias avançaram 6,7%, enquanto as marcas de fabricante cresceram 6,2%, aproximando-se da paridade depois de terem registado uma evolução de apenas 0,6% no período anterior.
A recuperação foi transversal às bebidas alcoólicas e não alcoólicas. No acumulado do ano, as bebidas não alcoólicas apresentam uma progressão de 7,6%, enquanto as alcoólicas crescem 2,4%.
A marca própria e os produtos de primeiro preço representam atualmente 25,5% das vendas de bebidas em valor, acima dos 24,9% observados no período homólogo. Nas bebidas não alcoólicas, a quota chega aos 36,1%, enquanto nas alcoólicas se situa nos 16,1%.
A alimentação manteve a trajetória de recuperação e cresceu 4,6%, depois dos 0,9% e 2,7% das duas quadrissemanas anteriores.
As vendas de marca própria aumentaram 5,7%, superando os 3,2% das marcas de fabricante. Estas últimas registaram, ainda assim, uma recuperação significativa, após terem recuado 1,9% na quadrissemana 13-16 e crescido apenas 0,3% no período seguinte.
Entre as áreas alimentares, os congelados apresentam o crescimento acumulado mais elevado, de 9,2%, seguindo-se os lacticínios, com 5,5%, e a mercearia, com 3,3%.
A quota conjunta da marca própria e dos primeiros preços na alimentação subiu para 56,1%. Nos congelados, estes produtos já representam 67,8% das vendas em valor, enquanto nos laticínios alcançam 50,1% e na mercearia 56,2%.
A higiene do lar cresceu 3,6%, mantendo a evolução registada na quadrissemana anterior.
A marca própria voltou a acelerar, com uma subida de 6,1%, e continuou a sustentar o crescimento da categoria. Em sentido contrário, as marcas de fabricante abrandaram para 1,1%, depois de terem avançado 2,8% no período anterior.
No acumulado do ano, a categoria apresenta um crescimento de 4,8%. A quota da marca própria e dos primeiros preços aumentou de 48,8% para 50,1%.
A higiene pessoal registou um crescimento de 2,4%, recuperando face aos 1,7% da quadrissemana anterior, mas mantendo-se abaixo da evolução do mercado total.
As marcas próprias avançaram 3,8%, enquanto as marcas de fabricante cresceram 1,4%, regressando a uma evolução positiva depois de terem ficado praticamente estagnadas no período anterior.
No acumulado até à semana 24, a higiene pessoal cresce 3,1%. A quota da marca própria e dos primeiros preços subiu de 40% para 41,1%.
Fonte: Grande Consumo