16 de Abril de 2026
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É impossível fazer novos aterros. Portugueses têm 5 anos para mudar de vida
2026-04-15
Qualfood

O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado, elegeu hoje os resíduos, os riscos ambientais e a qualidade do ar como grandes desafios que Portugal tem de enfrentar até 2030 na área ambiental.

O responsável falava na apresentação do documento “Visão Ambiente 2030: Desafios e Oportunidades”, um complemento do Relatório do Estado do Ambiente (sobre 2025) em forma de livro, que integra 24 artigos de opinião de outros tantos especialistas, sobre temas como o ar ou o clima, o solo ou a água, o mar, a energia, os transportes ou os resíduos.

Na sessão da apresentação do documento, Pimenta Machado fez um balanço de evoluções positivas no país, em áreas como os resíduos, água, ou energia, e destacou que no último trimestre Portugal foi o terceiro país europeu com maior incorporação de energia renovável na produção de energia elétrica.

Em declarações à agência Lusa, Pimenta Machado recordou também o desafio dos resíduos, afirmando que em 2000 foi encerrada a última lixeira, que se criaram as infraestruturas para recolha e tratamento de resíduos, mas que nos últimos sete anos o país estagnou na recolha seletiva.

 “Temos de produzir menos resíduos, temos de separar mais em nossas casas”, disse, destacando a importância da separação dos biorresíduos, que representam entre 38 e 40% dos resíduos.

“É decisivo o que nós fazemos aos biorresíduos para melhorar os nossos indicadores e cumprir com as metas europeias”.

Além dos riscos ambientais, como as tempestades, outro desafio, disse, relaciona-se com o litoral, onde vive grande parte da população e onde 20% está em erosão, com ameaça de perda de território.

“Já perdemos para o mar 1.400 hectares, que não vamos recuperar”, disse, referindo que só com as tempestades deste ano, em vários locais, o mar avançou entre 20 e 30 metros.

Pimenta Machado lembrou que a APA está a desenvolver um plano, com ações urgentes, para estarem concluídas até à época balnear, e com outras para adaptar o litoral, para evitar a construção em áreas de risco e para o proteger, colocando areia nas praias.

 Quanto à qualidade do ar, Pimenta Machado recordou que em 2030 entra em vigor uma nova diretiva europeia, que reduz para metade a quantidade admissível de partículas e dióxido de enxofre. “Temos quatro anos para nos prepararmos”.

Fonte: Away Magazine

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