EFSA avalia novo estudo sobre aspartame e reconfirma a sua segurança.
O Painel AFC da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) avaliou o novo estudo de longo prazo sobre a carcinogenecidade do aspartame realizado pelo Fundação Europeia Ramazzini, em Bolonha, Itália.
No seu parecer publicado, o Painel concluiu, baseado nos dados actualmente disponíveis, que não é necessário proceder a uma revisão da segurança do aspartame nem rever o valor de Dose Diária Admissível (ADI) para o aspartame (40 mg/kg peso corporal).
O Painel notou também que as ingestões de aspartame na Europa, com níveis até 10 mg/kg peso corporal por dia, estão muito abaixo do ADI.
Aspartame, um edulcorante/adoçante artificial intenso, foi autorizado para uso nos alimentos e como um adoçante de mesa há mais de 20 anos em muitos países de todo o mundo.
Foram realizadas extensas investigações sobre o aspartame e os seus produtos de degradação através de estudos experimentais em animais e humanos, estudos de ingestão e monitorização pós-comercialização.
Para além de numerosas avaliações da segurança toxicológica conduzidas no passado, o Comité Científico dos Géneros Alimentícios (SCF) realizou uma revisão de todos os estudos originais e dos mais recentes sobre aspartame em 2003 e reconfirmou que o aspartame é seguro para consumo humano.
No entanto, desde que foi introduzido no mercado, a segurança do aspartame tem sido um assunto controverso.
Em 2005, a Fundação Europeia Ramazzini publicou novos dados de um estudo de longo prazo em aspartame conduzido em ratos.
Os cientistas da Fundação Europeia Ramazzini concluem que os resultados do seu estudo indicam que o aspartame pode causar cancro e que as linhas orientadoras actuais sobre o uso e consumo do adoçante deveriam ser reavaliadas.
A EFSA procedeu imediatamente a avaliação destes novos dados e solicitou à Fundação Europeia Ramazzini todos os pormenores do estudo, necessários para a avaliação.
A Comissão Europeia confirmou a necessidade de analisar o estudo e aprovou a alta prioridade dada a este trabalho.
O Painel avaliou os numerosos dados do novo estudo concedidos à EFSA pela Fundação Europeia Ramazzini.
O Painel observou que este estudo usou mais animais por grupo de dose e maior número de doses que os estudos de carcinogénese convencionais.
Assim, este estudo representa um esforço substancial e tinha o potencial para ser mais sensível aos efeitos de baixa incidência.
No entanto, o Painel identificou várias questões importantes, que dificultaram a interpretação destes dados.
Nomeadamente, foi observada uma incidência elevada de doença crónica inflamatória no pulmão e outros órgãos, em todos os grupos de animais incluindo os controlos que não receberam aspartame, de acordo com o que foi reportado pela Fundação Europeia Ramazzini.
Este facto foi considerado como um importante factor de confusão.
O Painel concluiu que, baseado em todos os dados disponíveis, não existe razão para revisão adicional do parecer anterior sobre a segurança do aspartame nem para rever a Dose Diária Admissível (ADI) de 40mg/kg peso corporal.
Dr. Herman Koëter, Director Executivo em Exercício da EFSA, comentando a avaliação de risco do Painel AFC da EFSA, disse: “A EFSA considera que os resultados deste novo estudo sobre o aspartame não apresentam evidência científica que o aspartame possa causar cancro. Portanto, na nossa perspectiva, não há base científica para reconsiderar o seu uso nos alimentos”.
O texto do parecer completo bem como informação adicional relativa ao aspartame poderá ser consultado aqui.
Fonte: Autoridade de Segurança Alimentar e Económica