Investigadores suecos sugerem que a qualidade de gordura ingerida durante a infância pode estar associada à redução do colesterol total e LDL (lipoproteína de baixa densidade) sanguíneo.
O colesterol sanguíneo é um dos principais factores de risco associados às doenças cardiovasculares, estando este directamente relacionado com a alimentação e a nutrição na infância.
O objectivo do estudo, publicado na revista científica “European Journal of Clinical Nutrition”, foi verificar a associação da qualidade e quantidade de gordura ingerida por crianças dos 6 aos 12 meses, e o perfil lipídico aos 12 meses de idade.
Para esta investigação foi monitorizada a alimentação e o crescimentos de cerca de 300 crianças, dos 6 meses aos 12 meses de idade, e analisado o perfil lipídico no inicio e no fim do estudo.
Durante este período a dieta das crianças consistia em leite materno, papa de aveia juntamente com um ou dois tipos de cereais infantis ou fórmulas infantis à base de leite de vaca.
Após análise dos resultados verificou-se que o consumo de gordura destas crianças estava de acordo com os valores de referência nórdicos, no entanto, a ingestão de gordura polinsaturada (PUFA) foi baixa (5,6%) e a de gordura saturada alta (15,1%).
Já a alta ingestão de gordura PUFA estava associada a uma diminuição do colesterol total, colesterol LDL e à polipoproteina B nas meninas.
Verificou-se ainda que este tipo de gordura tem um impacto superior no perfil lipídico das crianças do que a quantidade.Um dos autores do estudo sugere que para diminuir as concentrações de colesterol sanguíneo na infância é mais adequado apostar na qualidade da gordura ingerida do que na quantidade.
Fonte: ObesidadeOnline