A ginja, também conhecida como cereja ácida, é um fruto que apresenta efeitos benéficos sobre a saúde humana, revela um estudo realizado por investigadores americanos da University of Michigan Cardiovascular Center.
Em 2008, os investigadores estudaram os efeitos benéficos das cerejas e propuseram este fruto como alimento modelo para investigar como actuam os alimentos ricos em antioxidantes sobre o organismo humano.
Os mesmos investigadores consideram que estes frutos possuem valor nutracéutico (têm a capacidade de proporcionar benefícios à saúde, auxiliando na prevenção e no tratamento de doenças), no combate aos factores de risco da síndrome metabólica e das suas consequências clínicas, que incluem a obesidade abdominal.
Os investigadores afirmam que consumir 10 a 12 cerejas ou ginjas por dia (aproximadamente 50 g) pode aumentar de forma significativa a actividade antioxidante do organismo.
Este estudo revela que as antocianinas, substâncias que dão a cor vermelha intensa às gingas e as cerejas, após entrarem na corrente sanguínea, aumentam a capacidade antioxidante do organismo.
Contudo, de acordo com os investigadores, ainda há muito trabalho a fazer para descobrir e evidenciar como estas substâncias realizam a sua função protectora.
Os investigadores acreditam que estes alimentos podem ter um papel fundamental na diminuição dos riscos cardiovasculares, como por exemplo o excesso de colesterol e de triglicéridos no sangue.
Estudos anteriores já demonstraram que existe uma relação entre o consumo de ginjas e a diminuição de problemas inflamatórios.
Um estudo realizado em 2006 pelo Department of Agricultures's Human Nutrition Research Center, da Universidade da Califórnia, aponta que o consumo de 280 g de cerejas durante 28 dias reduz em 25% os níveis de proteína C reactiva (PCR).
A proteína C reactiva é uma das proteínas libertadas em massa para a corrente sanguínea sempre que ocorre uma inflamação.
O aumento dos níveis de PCR está associado a um aumento do risco de doenças cardíacas e alguns estudos afirmam que esta proteína pode ser um dos marcadores da génese da obesidade.
Fonte: Consuma Seguridad