Um novo método que permite a detecção de biotoxinas marinhas na água e nos produtos da pesca e aquacultura, foi recentemente desenvolvido por um grupo de profissionais do Instituto de Investigação e Tecnologia Agro-alimentar (IRTA), na Catalunha.
Os moluscos acumulam toxinas termoestáveis, produzidas por um determinado grupo de algas marinhas, que resistem aos processos de confecção.
Denominado Alarmtox, o novo método desenvolvido no IRTA, permite obter resultados mais fiáveis e de uma forma mais célere do que os métodos tradicionais.
Este novo método, que recorre a biosensores, tem como principais objectivos permitir a detecção de biotoxinas marinhas na água e minimizar a presença destas substâncias nos alimentos.
A legislação Europeia obriga a um controlo exaustivo das zonas onde são produzidos moluscos bivalves e proíbe a comercialização de qualquer alimento que não cumpra os requisitos estabelecidos ou que possa induzir o consumidor em erro.
Na União Europeia (UE) o limite máximo admissível de biotoxinas marinhas nos moluscos bivalves é de 80mg/100g de produto.
Fonte: Consuma Seguridad