A goma-arábica modificada com n-octil anidrido succínico (OSA) é seguro para utilizar como emulsionante em aromas e em alimentos, de acordo com parecer da Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA), depois de uma pedido de análise de risco pedido pela Comissão Europeia.
Baseado em resultados de estudos já existentes, o painel de aditivos alimentares e fontes de nutrientes adicionados a alimentos (ANS) considerou que o uso de OSA na goma-arábica modificada, como um emulsionante em alimentos com o correcto uso e correcto limites, não é motivo para preocupação com a segurança.
A goma-arábica modificada com OSA foi proposta como emulsionante em preparações de óleos aromáticos, utilizados em muitos aplicações alimentares de produtos embalados, nomeadamente cereais de pequeno-almoço e snacks, em carne, peixe e produtos à base de ovos.
O requerente propôs igualmente o uso deste emulsionante para outros fins, que incluem bebidas com aromas de frutos, temperos de saladas e molhos, entre outros.
De acordo com o pretendente, o aditivo é produzido com a introdução de grupos lipofílicos na goma-arábica por um processo de de esterificação controlado, análogo à produção de octenilsuccinato de amido sódico (E 1450).
O painel da EFSA reforça que a capacidade alérgica da goma-arábica modificada com OSA poderá ser similar à de outras gomas, e refere que dados toxicológicos disponíveis são insuficientes para recomendar uma dose diária admissível (DDA).
Enquanto nenhum estudo de absorção, distribuição, metabolismo e secreção da goma-arábica modificada com OSA está disponível, o painel considerou que os estudos, a animais, disponíveis mostram que a goma-arábica (E 414), por si só, é praticamente digerida e degrada, e acrescenta que um estudo realizado em humanos mostra que é metabolizada no cólon.
Contudo, o painel refere que a modificação química reduz a extensão da hidrólise da enzima catalisadora do amido e promove o aumento de amido modificado elevando os níveis de amido digerido lentamente e amido resistente.
Por isto, consideram que a goma-arábica modificada com OSA poderá também resultar na redução da digestão/fermentação pela flora intestinal quando comparada com a goma-arábica.
O painel reportou que a estimativa de exposição, no pior dos casos (no percentil de 97,5) à goma-arábica modificada, com o propósito de utilização como emulsionante em emulsões de óleos aromáticos e como emulsionante em categorias alimentares específicas é igual a 12 mg/Kg pc/dia em adultos de meia idade, e 33 mg/Kg pc/dia para crianças (idade entre 1,5 anos e 4,5 anos).
Dadas estas estimativas e retirando o valor mais baixo do NOAEL ("No Observed Adverse Effect Level" - Nível de Não Observação de Efeitos Adversos) após 90 dias de estudo (3411 mg/Kg pc/dia), o painel calculou uma margem de segurança de aproximadamente 280 para adultos de meia idade e aproximadamente 100 para crianças.
Como conclusão, o painel considerou estas margens de segurança apresentadas pelo preponente adequadas.
Fonte: FoodQualityNews