A Associação Portuguesa da Indústria de Moagem e Massas (APIM) garantiu, em comunicado, que as matérias-primas utilizadas nas farinhas respeitam os requisitos europeus de segurança alimentar.
Segundo a mesma associação, as indústrias de moagem efectuam a compra dos cereais de acordo com os requisitos legais aplicáveis, além de possuírem sistemas de controlo que permitem assegurar que todas as matérias-primas utilizadas no fabrico da farinhas estão em conformidade com os requisitos de segurança alimentar.
Este comunicado surgiu na sequência de algumas notícias, que divulgaram um estudo científico de âmbito nacional, o qual comprovou a existência, em alguns tipos de pão, de uma substância química tóxica prejudicial à saúde, produzida por fungos: a ocratoxina.
O texto da APIM sustenta que a "ocratoxina pode ocorrer naturalmente nos cereais durante o seu armazenamento, pela acção de fungos que se desenvolvem em condições de humidade e temperatura elevadas, sobretudo em períodos mais longos".
A APIM destaca ainda que "desde 2002 a União Europeia tem em vigor legislação específica que estabelece o limite máximo desta micotoxinas nos cereais para uso na alimentação humana".
Em Portugal "a rotatividade dos cereais é muito elevada", pelo que, o aparecimento de tais contaminações se torna mais difícil, afirma a associação.
A entidade salienta ainda que "são efectuados controlos adicionais à farinha resultante da moenda do cereal, de modo a garantir o cumprimento dos limites estabelecidos pela legislação europeia para as farinhas de consumo humano".
Por conseguinte, a APIM classifica de "infundado" o sentimento de "preocupação e alarme" que tal estudo pode provocar, "visto a indústria de moagem assegurar o cumprimento de todos os requisitos legais no fabrico de produtos para a alimentação humana".
Fonte: Diário Digital