A Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou esta semana a quarta edição dos seus guias sobre a qualidade da água potável. Nos referidos guias a OMS pede aos governos que reforcem o controlo da qualidade da água com planos de segurança que podem gerar melhorias significativas e sustentáveis de saúde pública.
Dois milhões de pessoas morrem a cada ano de doenças transmitidas pela água e muitos mais sofrem com este tipo de patologias, na sua maioria, crianças com idades inferiores a cinco anos. A maioria destas doenças podem ser prevenidas melhorando a saúde pública, recorda a OMS. As directrizes da Organização, consideradas mundialmente e utilizadas como a base dos requisitos legislativos estabelecidos a nível nacional, obrigam os distribuidores de água a realizar análises periódicas e a tomar medidas com base nos resultados.
Os guias oferecem novas soluções para ultrapassar os desafios que surgem normalmente para garantir a segurança e qualidade da água potável. E, pela primeira vez, incluem recomendações globais sobre boas práticas a todos os níveis, desde a recolha de água da chuva em casa e o seu correcto armazenamento, até conselhos sobre a política de abastecimento de grandes quantidades de água e as suas implicações nas alterações climáticas.
Estes documentos contam também com recomendações sobre a segurança no consumo de água, os riscos microbiológicos ou as alterações climáticas, que têm impacto na temperatura da água e nos padrões da chuva, que, consequentemente, têm implicações na qualidade e escassez da água. E, pela primeira vez, estes documentos incluem um guia específico sobre contaminantes emergentes na água potável, que se podem revelar muito perigosos para a saúde humana.
A directora de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS, Maria Neira, assegura que “os países têm oportunidade para realizar progressos substanciais na saúde pública, mediante a fixação e aplicação de normas efectivas e apropriadas para garantir a segurança da água”. “Mudar para uma abordagem baseada a prevenção é mais eficaz, menos dispendioso e dá maior flexibilidade para lidar com a pressão de novas ameaças à segurança da água, incluindo as alterações climáticas, o crescimento populacional e a urbanização”, acrescentou.
Fonte: Consuma Seguridad