A FAO advertiu hoje que, patos e gansos domésticos aparentemente saudáveis podem transmitir, a animais de capoeira, o vírus H5N1 da gripe das aves, e contribuir para uma maior persistência do vírus na Europa.
Alertou também para a urgência de aumentar as medidas de controlo nos países com um número significativo deste tipo de aves aquáticas.
A advertência do organismo da ONU surge após as autoridades sanitárias da Alemanha terem detectado o vírus H5N1 em patos domésticos doentes em finais de Agosto.
A evolução da gripe das aves iniciou uma nova etapa, de forma silenciosa, no coração da Europa.
A Europa deve preparar-se para mais ondas de gripe das aves, provavelmente na direcção Este-Oeste, se o vírus persistir durante o ano em aves aquáticas domésticas.
Por sua vez, um especialista em saúde animal da FAO mostra-se preocupado com toda a região do Mar Negro, que tem uma alta concentração de frangos, patos e gansos e constitui uma zona de hibernação para as aves migratórias procedentes da Sibéria que se dirigem a várias zonas como o Mediterrâneo.
É possível que existam mais vírus em circulação na Europa do que se pensa actualmente, o que não significa, que o H5N1 se encontre muito espalhado no continente, apesar de os focos não identificados em países com grande número de aves aquáticas representam uma ameaça continua.
Nesse sentido, países com grandes populações de patos domésticos e gansos na Europa central e ocidental, assim como na região do Mar Negro, deveriam considerar o ocorrido na Alemanha como um sinal de alarme e não limitar a procura do vírus do H5N1 às aves de capoeira.
Fonte: AgroNotícias