13 de Abril de 2026
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Dieta e humor: Existe uma relação?
2019-03-28
Qualfood

Se só lhe apetece sentar em frente à televisão a comer em desvario depois de um dia mau, poderá acreditar que a dieta e o humor estão porventura relacionados.

Enquanto que o aumento de ingestão calórica em períodos de stress é um fenómeno verificado, a verdadeira relação entre o que come e alterações de humor, tais como a depressão, continua por esclarecer.

O objetivo final dos investigadores é precisamente perceber se aquilo que comemos influencia o risco de depressão e se alterações dos hábitos alimentares poderão potencialmente melhorar a saúde mental.

Resultados de estudos observacionais de longa data concluem que mulheres com 50 anos ou mais velhas e, sobretudo, mulheres pós-menopausa sofrem dos efeitos desta relação. Por outro lado, também parecem existir associações entre obesidade, depressão e fatores da dieta.

Existe ainda um estudo de 2011 do Jornal Americano de Nutrição Clínica, que concluí que a ingestão de comidas ricas em vitamina D pode ajudar a diminuir o risco de depressão no sexo feminino.

Inúmeros estudos tentam também estabelecer a relação entre dietas ricas em açúcar, grãos refinados, carne vermelha e depressão, no entanto, tudo permanece inconclusivo pois para já não é possível associar um padrão específico de dieta com tantos fatores diferentes a influenciar o aumento de risco de depressão.

O estilo de vida envolve muitos fatores, a dieta é só um deles. Não praticar exercício físico e fumar também podem afetar o risco de depressão e nenhum destes atua independentemente. A depressão, como muitas outras condições crónicas, deriva da interação complexa entre genética e ambiente, sendo que o impacto quantificável de cada um dos fatores é, para já, desconhecido.

Apesar do mencionado, existem ainda boas razões para acreditar na dieta e no seu efeito protetor para a saúde. Recomenda-se o regresso a uma dieta mediterrânea rica em frutas, vegetais, azeite, cereais integrais e proteína magra (frango e peixe) e baixa no consumo de carnes vermelhas e gorduras pouco saudáveis.

Mesmo que se venha a revelar que não existe um efeito relevante da dieta no risco de depressão, adotar este plano alimentar contribuí para a redução da pressão arterial, melhoria da função cognitiva e mais baixa incidência de diabetes ou eventos cardiovasculares.

Fonte: Harvard Women's Health Watch

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