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Análise de saliva revoluciona monitorização da saúde do gado suíno
2026-01-20
Qualfood

A Universidade de Múrcia desenvolveu e patenteou uma nova ferramenta capaz de detetar e classificar o estado de saúde do gado suíno através de uma análise de saliva, oferecendo uma alternativa não invasiva, rápida e precisa aos métodos tradicionais de diagnóstico veterinário.

Segundo os investigadores, a solução surge de uma colaboração interdisciplinar que permitiu transformar dados biológicos complexos numa ferramenta prática para a gestão sanitária das explorações.

 Atualmente, o diagnóstico de doenças no setor suíno exige, na maioria dos casos, a intervenção de veterinários especializados e procedimentos invasivos, como a colheita de sangue. Estas práticas implicam a imobilização dos animais, provocam elevados níveis de stress e dificultam a monitorização contínua da saúde em explorações de grande dimensão, além de aumentarem os riscos associados à biossegurança.

A proposta da Universidade de Múrcia, frisam os investigadores, ultrapassa estas limitações ao utilizar a saliva como amostra biológica, uma solução simples e segura que pode ser recolhida pelo próprio pessoal da exploração.

 Os investigadores realçaram também que as amostras permitem identificar diversos biomarcadores ligados a processos metabólicos, imunológicos, inflamatórios e de stress, funcionando como indicadores do estado fisiológico dos animais.

Os dados recolhidos são introduzidos num sistema de classificação baseado em inteligência artificial (IA), previamente treinado com valores de referência. Este método permite distinguir, com elevada fiabilidade, animais saudáveis de animais doentes, alcançando níveis de sensibilidade e especificidade superiores a 95%.

 Além disso, enaltecem os responsáveis do estudo, o sistema possibilita uma classificação mais detalhada das patologias, diferenciando inflamações localizadas de processos sistémicos potencialmente infeciosos, informação considerada crucial para apoiar a tomada de decisões na gestão sanitária das explorações.

Num contexto em que a prevenção e o controlo de doenças contagiosas são determinantes para a sustentabilidade do setor, a ferramenta assume particular relevância para a segurança alimentar e a proteção da saúde pública, afirmaram os investigadores.

 “Ao facilitar a identificação precoce de animais doentes, a tecnologia contribui para reduzir a propagação de agentes patogénicos, otimizar o uso de tratamentos veterinários e melhorar a eficiência dos protocolos de biossegurança, garantindo simultaneamente o bom estado sanitário do efetivo suíno”, referiu Ana María Gutiérrez Montes, uma das responsáveis pela criação da ferramenta.

A ferramenta já foi validada em condições reais no âmbito de um projeto que envolveu mais de mil animais e a colaboração de várias instituições e empresas. Os resultados confirmaram uma elevada precisão e reprodutibilidade em ambientes produtivos.

A Universidade de Múrcia está agora a trabalhar com empresas do setor para promover a implementação industrial da tecnologia, com o objetivo de concluir o processo de transferência deste desenvolvimento científico para o tecido produtivo.

Fonte: Vida Rural

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