O Banco Central Europeu (BCE) antecipa que a inflação dos alimentos na zona euro continue a moderar-se nos próximos meses, beneficiando da redução das expectativas de preços de venda e da normalização gradual das cadeias de abastecimento.
A conclusão consta de um estudo recente do Eurosistema, divulgado pelo Banco Central Europeu. De acordo com as projeções macroeconómicas, a inflação alimentar deverá descer para 2,1% no terceiro trimestre de 2026, mantendo-se em níveis moderados ao longo do horizonte de projeção.
No curto prazo, esta trajetória é sustentada pela descida das expectativas de preços de venda dos fabricantes de alimentos e bebidas, que se encontram atualmente abaixo da média histórica registada entre 1999 e 2019.
Em novembro de 2025, a taxa anual de inflação alimentar medida pelo IHPC na zona euro situava-se em 2,4%, após um pico de 15,5% em março de 2023. No acumulado de 2025 (janeiro-novembro), a inflação média dos alimentos foi de 2,9%, acima da média pré-pandemia de 2,2%.
Entre as categorias que mais contribuíram para esta pressão destacam-se o café, o chá e o cacau, o açúcar e os produtos de confeitaria e a carne, que, apesar de representarem menos de 25% do cabaz alimentar, foram responsáveis por mais de 50% da inflação alimentar em vários momentos de 2025.
Apesar da tendência de moderação, o BCE alerta que a evolução dos preços alimentares continuará a ser um fator-chave para o comportamento do consumidor, influenciando decisões de compra, perceção de valor e sensibilidade ao preço, variáveis críticas para as estratégias de pricing, promoção e marca própria no retalho alimentar.







