A análise genética revelou uma acumulação progressiva e modular de determinantes de resistência, especialmente genes de bombas de efluxo, genes de resistência à tetraciclina, enzimas modificadoras de aminoglicosídeos, genes de sulfonamidas, determinantes de resistência a fluoroquinolonas e β -lactamases.
Essas descobertas sugerem que a resistência a múltiplos fármacos (MDR) evolui por meio de interações coordenadas entre genes, fármacos e patógenios, em vez de eventos aleatórios ou isolados, surgindo através da montagem progressiva de módulos de genes de resistência estáveis. Isso ressalta a necessidade de vigilância integrada e estratégias de gestão antimicrobiana direcionadas, com foco nos antimicrobianos dominantes e nos patógenios transmitidos por alimentos de alto risco.
Os investigadores recomendam que trabalhos futuros ampliem a vigilância para incluir mais patógenios, antimicrobianos e dados internacionais, além de aprimorar as anotações para distinguir entre fontes de produção, processamento, retalho e surtos.
Em geral, o estudo reforça a necessidade urgente de estratégias integradas de vigilância fenotípica e genotípica direcionadas a patógenios de alto risco e antimicrobianos dominantes. Ao compreender a progressão gradual da resistência antimicrobiana, os intervenientes da saúde pública e do setor agroalimentar podem antecipar melhor as tendências de resistência e implementar medidas de uso racional de antibióticos em sistemas de produção animal.
Fonte: Food Safety







